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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Transição...

[Jardim da Estrela - Lisboa]

Estou ansiosa.
E quanto mais ansiosa me sinto, mais devagar passa o tempo...
Ando rodeada de perguntas:
Como vai ser?
Onde vou Morar?
Será que me vou adaptar?
Tenho tanta coisa para arrumar e levar para Lisboa!
SIM. A minha transição vai ser de Coimbra pra Lisboa...
O trabalho? Pois, mas é mesmo o trabalho que me faz ir para uma cidade tão grande...
E como não me posso mesmo queixar, acabou um (Saúde 24) e logo apareceu outro (Centro de Saúde)...
Vou dando passos...
E passo a passo lá vou conquistando cada dia um pouco mais...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Vivemos com pressa para viver

[Vila Nova de Gaia 09 - Minha Mãe, a Tita e Eu]


E neste fim de semana os meus pais não só me receberam a mim, como também a Tita lá em casa. A Tita é uma menina de 13 anos que vimos crescer. Era nossa vizinha há 9 anos atrás. Desde sempre foi apegada á minha família. Apesar de não convivermos diariamente devida á distância, o nosso apego a ela e o apego dela a nós esteve sempre presente, e por isso são muitos os fins de semana que ela vem passar á nossa casa.

Acaba por ser a irmã que nunca tive...

Mas desta vez, fiquei a reflectir nas coisas que a vejo pensar e querer. Nos medos que a vejo ter, nas ideias que defende, nas experiências que vive. Na quantidade de vida que a vejo saber...

Fala de relações amorosas, fala do rapaz que gosta, fala dos comportamentos que ele tem que a faz pensar que também ele gosta dela... Tem medo de lhe dizer que gosta dele, mas por outro lado tem vontade de o confrontar com as atitudes que ele tem em relação a ela... e volta-se para mim a dizer-me: "oh Bárbara se ele não gostasse de mim, achas que ele dizia isto, achas que ele fazia aquilo..." Bem, eu nem sei o que lhe dizer a esse respeito... nunca os consegui perceber... também!

Com 13 anos, eu não me lembro de viver estes conflitos internos... hoje tenho 22 anos e até parece que só há bem pouco tempo é que comecei a experienciar...

Se bem que olho em meu redor e a mesma pressa de viver está presente na minha geração... somos uns jovens que querem viver como adultos... somos solteiros que vivem como casados... somos estudantes que vivem como trabalhadores e independentes...

Aliás... olho para a minha mãe, e já a vejo só em casa com o meu pai... já os vejo a falar da velhice... de crianças novamente... já se mudaram po andar r/chão da casa...

Sei lá, andamos a viver a vida muito rápido...Achava que só a minha geração vivia com pressa de viver, mas olhando bem, andamos todos a viver a VIDA com pressa...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

"Encontramos muitas vezes o destino no caminho que tomamos para o evitar..."


Dionísia

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Hoje lá estavamos no intervalo do trabalho
e para não variar muito lá nos começamos a lamentar...
Ai, o que vai ser feito de nós quando este trabalho acabar!
Estou farta de mandar CV's para todo o lado e ninguem me responder!
Estou farta de gastar dinheiro em correios, viagens para ida a entrevistas!
Lá vamos nós regressar a casa e voltar a depender do dinheirinho do pai e da mãe!

Sei lá... lamentamos mas afinal... amor de pais, comida, roupa, casa e ainda algum dinheiro para gastar não vai estar em falta mesmo quando acabar...

Isto está garantido.... tudo o que vier de acréscimo é sempre bom...
afinal...
NEM todas as pessoas usufruiem do prazer de ter alimentos confeccionados, água potável para beber, roupa lavada para vestir, abrigo para dormir e família para dar força (HAITI), para não falar do sofrimento... das perdas... da catastrofe...

Hoje contribui numa Missão da AMI no Haiti.
Sei que não sou eu que vou mudar a humanidade, nem as forças da natureza... mas posso dizer que sinto que estou a contribuir para dar um pouco mais de alento a todos estes seres humanos...


Já agora fica aqui uma página com as formas alternativas de contribuição...

(http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1469757&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Hoje

sinto-me emocionalmente e afectivamente frágil.
A joana costuma dizer que ando escaldada,
na verdade sempre me senti escaldada, mas nem sei muito bem porquê.

Nem sempre as pessoas em quem deposito confiança se mostram com o tempo merecedoras da mesma, é pena...

MAS ainda me sinto mais magoada, quando as pessoas pensam apenas nelas e conhecendo-me muito ou pouco nem sequer pensam se eu mereço ou não o que estão a fazer ou acabam de fazer...
*****
Existem pessoas que as circunstâncias, as tragédias, os imprevistos da vida as tornam mais ponderadas, mais hesitantes nas decisões, menos sensíveis a determinadas situações, mais receosas, menos confiantes...

Mas não era suposto, tornarmo-nos mais fortes a enfrentar novos desafios, mais consistentes, mais seguros, mais confiantes?
POIS.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Obrigada

...pela liberdade de pensamento.
Ai Bárbara do que te livras...



:)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Momentos de Ansiedade...

Vejo a voltarem-se dizendo Adeus...
Até quando vou permanecer eu aqui sentada em frente a este computador,
triando, aconselhando e encaminhando?
Fica o companheirismo, a empatia ...

Um dia voltamo-nos a cruzar por aí.
S24

domingo, 10 de janeiro de 2010

Frio

[centro de Fafe, 9 de Janeiro 2009]
Estou bem quentinha no meu quarto num dia de folga... e não sou capaz de sair de casa, para fazer os afazeres que tinha programados para hoje... arrasto para o dia seguinte, sem saber se amanhã serei capaz de me levantar cedo para os fazer...

Não me consigo imaginar num país com a temperatura negativa de 41º...

*Ando a pedir chuva, talvez assim a temperatura se eleve um pouco!
* Meus pais ontem sairam de Fafe para Coimbra e estava a nevar!

sábado, 9 de janeiro de 2010

[Madeira 6,7 e 8 Janeiro 2010]

[Baía do Funchal - perspectiva Jardim de Santa Catarina]

Sempre em busca de novas oportunidades... é assim que quero continuar. Enquanto sentir que a vida não me agarra, vou correr eu atrás dela.
E aí fui eu a mais uma entrevista, desta vez na ilha da Madeira, um pouco de sentido de aventura, de conquista, de luta... não sei... mas tive vontade e desejo de ir tentar, ainda não sei o que vou obter a este nível... terei de esperar pelos resultados, mas de qualquer forma, para quem não conhecia a Ilha posso dizer, que valeu muito estes 3 dias.

Parece que durante 3 dias vivi num mundo à parte... estive nos 18º maravilhosos com sol [estou farta deste frio] , passeei muito, ouvi uma nova pronúncia que me é já muito familiar [vivi com uma Madeirense 4 anos], tirei muitas fotos, observei o quotidiano deles e fui muito bem recebida pela família desta minha amiga...

Fiquei com vontade de voltar mais tempo e ter oportunidade de rodear a ilha e explorá-la desde o Pico Ruivo a Santana, desde o Porto Moniz ao Funchal... Tenho noção que ir viver para lá durante algum tempo não é facil [a família fica longe, mas da mesma forma apoia-me ...] e tenho também noção que tudo o que a Madeira revela natural e belo a um primeiro olhar se torna com o tempo, a rotina de mais um dia de trabalho...

Mas se me surgir como uma oportunidade eu vou agarrar...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sozinha vou correr atrás da oportunidade que se avizinha,
sem receio, apenas ansiosa...
vou porque concerteza trarei algo positivo.
Depois conto como foi.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Juntos sairam. O desejo dela ver o mar, foi espontaneamente respondido. De mãos unidas e de sorrisos estampados percorreram as ruas. Entre paragens, passos rápidos, arrepios chegaram. Apreciaram o mar enquanto o sangue corria nas veias ao ritmo de um coração acelerado. O vento ameaçava arrastá-los, as nuvens ameaçavam a chuva. Na praia estavam apenas ele e ela. Deambularam e conversaram muito, das suas ambições, dos seus desejos, do passado, do futuro. A admiração mútua era cada vez mais evidente, a atracção dos seus corpos aumentava quanto mais soprava o vento. Começou a chover... ele ofereceu-lhe o casaco, ela grata recusou, mas ele insistiu em aquecê-la e levá-la para um lugar abrigado e quente. A cumplicidade estava presente, o caminho estava longo e a noite já se prolongava pela manhã dentro. Num abrigo quente, aconchegaram-se num abraço forte e protector. Unidos. Num passo misterioso ela partiu, ele olhou para ela, evidenciando o gosto de a ter conhecido, de se ter expressado...
Ele passado alguns dias também partirá para mais longe, para um dia voltar...
Onde estará ela quando ele voltar? Que recordações permanecerão com o tempo, com a experiência?
Podia ter sido diferente, se acontecesse noutro contexto, noutra circunstância... Mas a vida só lhes proporcionou este momento, que ambos decidiram agarrar.

Para 2010...


SAÚDE
TRABALHO
AMOR